quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cresce a pressão para saída de Ana de Hollanda do Ministério da Cultura

03/05/2011
Da Agência Estado

Cresce a possibilidade concreta de a presidente Dilma Rousseff trocar a chefia do Ministério da Cultura. Após 5 meses à frente da pasta, a ministra Ana de Hollanda dá sinais de esgotamento e isolamento - e fontes do governo dizem que a presidente está incomodada com a "paralisia" no setor cultural.
No Congresso Nacional, os deputados da base de apoio ao governo já pressionam fortemente para que seja tomada uma decisão que destrave o MinC - falando abertamente na demissão da ministra. 

"Uma pessoa não pode continuar no Ministério da Cultura para barrar uma política que já foi aprovada nas urnas. É isso que está em jogo. Se não existisse uma política construída, poderíamos ter um grau de tolerância maior (em relação à ministra), mas se ela achar que não pode conduzir essa política, deve ser substituída. Senão, pode acabar respingando na presidenta", disse o deputado José Nazareno Cardeal Fonteles, do PT do Piauí.
Fonteles assinou o manifesto que circula na internet, subscrito até hoje por mais de 2 mil pessoas, e que pede mudança urgente nos rumos do MinC. Nazareno integra a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Ontem, o deputado Alexandre Molon (PT-RJ) pediu uma audiência na Comissão de Educação e Cultura da Câmara para discutir as relações entre o MinC e o Ecad. 

Os rumores sobre a queda de Ana de Hollanda tiveram o volume aumentado após revelações, pelo O Estado de S.Paulo e pelo jornal O Globo, de fraudes no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Ecad). 

A ministra manifestou-se abertamente, repetidas vezes, contra a fiscalização no órgão. O Globo chegou a divulgar e-mails de dirigentes do Ecad que se referem a uma certa "amiga do Ecad" no MinC.
Em Brasília, dois nomes já foram até cogitados publicamente para substituir Ana de Hollanda. Ambos são seus secretários: Marta Porto e Sérgio Mamberti. O primeiro surgiu no blog do jornalista Renato Rovai, que tem relações próximas no PT e edita a revista Forum.
"Uma parte do setor petista que está no Ministério da Cultura tem conversado sobre o nome de Marta Porto, atual secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, para substituir a atual ministra Ana de Holanda", escreveu Rovai. 

"Este blogue conversou com diferentes pessoas que foram consultadas sobre o que achavam da substituição. A articulação passa pela sala do presidente da Funarte, Antonio Grassi, que teria se convencido de que não está valendo à pena sustentar Ana de Holanda no cargo. 

Grassi, um dos principais articuladores do nome de Ana, discordou dela quando da retirada do Creative Commons do site do MinC, mas não levou o debate a público", finaliza o texto.
A contrariedade com a ministra também chegou ao Senado. Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) diz que já há elementos suficientes para pedir uma CPI "sobre as relações do Ministério da Cultura com o Ecad", o que ele pretende fazer nos próximos dias. 

O senador Rodrigues pensa em inquirir a ministra sobre recente sabatina a que ela foi submetida no Congresso, na qual ela teria dito: "Vocês acham que a Dilma nomearia uma ministra com relações com o Ecad?" A se confirmar o conteúdo nos e-mails trocados entre dirigentes do Ecad, a ministra poderia ter mentido no plenário sobre suas relações com o órgão. 

"A gente parte do pressuposto de que o que é dito por um ministro de Estado é a verdade, mas o que ela disse não está combinando com os fatos que estão surgindo", afirmou.
Nota do MinC, hoje, dizia o seguinte: "Nessa reta de finalização do anteprojeto que atualiza a Lei de Direitos Autorais, é papel do MinC ter interlocução com todos os segmentos envolvidos no tema. Isso não significa, de maneira alguma, dar abertura para quaisquer tratativas que não as estritamente permitidas e recomendadas pela ética".
O ator José de Abreu, que manteve uma postura ponderada até alguns dias atrás, dizendo torcer pelo sucesso de Ana de Hollanda e de uma agenda positiva, já aderiu também ao movimento pela substituição da ministra. "Conversei com companheiros da base aliada. Parlamentares, membros dos partidos, ministros e ex-ministros. Refleti e cheguei a uma conclusão", disse o ator. "Na semana passada comuniquei à ministra que retirava meu apoio "

Segundo Abreu, a Carta Aberta à Presidente Dilma já deveria ter circulado há dois meses, mas ele próprio pediu paciência aos militantes para segurar o documento.
Consultadas, fontes oficiais do MinC dizem considerar tudo uma boataria, plantada por interesses alheios ao debate que se trava no MinC neste momento. Mas os atos da ministra têm provocado reações imediatas. 

Nota do ministério desmentindo qualquer vinculação da pasta com o Ecad, hoje, indiretamente acusava a gestão anterior, de Juca Ferreira e Gilberto Gil, de não terem feito o debate sobre o direito autoral de forma transparente e democrática. Com isso, a grita contra Ana só fez crescer no Twitter.

Brasil entra em ranking dos países com piores leis de direitos autorais do mundo e especialista diz que prejuízos para população podem ser grandes

Ricardo Calazans
RIO - A fraude no sistema de distribuição de direitos autorais no Ecad , denunciada pelo Segundo Caderno do GLOBO em 25 de abril, certamente é escandalosa, mas não exatamente surpreendente. Na mesma semana, foi divulgado o relatório "IP Watchlist 2011", que avaliou as leis de direitos autorais em 26 países do mundo em 11 áreas distintas, tendo em vista a liberdade de acesso e uso pelos consumidores de cultura. Entre os piores colocados, o Brasil ficou com um nada honroso quarto lugar. Perdeu (ou melhor, ganhou) apenas de Tailândia, Chile e Reino Unido. Os quatro mais bem colocados foram, na ordem, Moldávia, Estados Unidos, Índia e Líbano.
No Brasil, a avaliação foi feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Numa escala de notas de A a F, o país recebeu as mais baixas possíveis nas categorias "escopo e duração do copyright" (que no Brasil é de 70 anos), "liberdade de acesso e uso por usuários domésticos", "liberdade de acesso e uso para bibliotecas" e "liberdade de acesso e uso para educação". Na entrevista abaixo, o advogado Guilherme Varella, do Idec, que participou deste levantamento, feito para a Consumers International, explica por que o país foi reprovado em matéria de direitos autorais e propriedade intelectual.
O advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Guilherme Varella / Foto DIvulgação
O GLOBO: O que representa a má colocação do Brasil no ranking da Consumers International? Para onde este resultado aponta?
GUILHERME VARELLA: A colocação do Brasil no ranking é um retrato fiel da disciplina autoral no país, no que tange tanto à regulamentação normativa quanto à dinâmica de funcionamento. A lei 9.610/98 (a atual Lei do Direito Autoral) é anacrônica, descompassada com a realidade brasileira e falha na proteção dos autores e nas possibilidades aos consumidores. O direito autoral não é absoluto, como pregam alguns. Assim como demais direitos garantidos constitucionalmente, ele deve ser observado de maneira equilibrada, deve ser compatibilizado com os demais. A concretização dos direitos fundamentais à educação, à cultura, à comunicação passa necessariamente pelo direito autoral. São direitos interdependentes. A relação não pode ser de sobreposição entre eles, mas de simbiose.
Como funciona atualmente a Lei de Direitos Autorais brasileira?
Hoje, a lei autoral brasileira, que garante em grau ínfimo o acesso às obras, conteúdos, serviços e produtos culturais, tem um caráter quase absoluto, extremamente privatista, que se sobrepõe aos demais direitos e interesses públicos. A própria dinâmica de como são estipulados, cobrados, coletados e repassados os direitos autorais é uma afronta aos princípios básicos da boa-fé e da transparência. Além disso, a Lei 9.610/98 foi elaborada num contexto de inexistência da Internet e dos recursos tecnológicos hoje existentes. O digital transformou os paradigmas de produção e consumo da cultura, e a lei autoral não acompanhou. A lei institucionaliza uma situação de marginalização sociocultural, criminalizando condutas cotidianas dos brasileiros que, cada dia mais, usam a Internet para trocar conteúdos, baixar músicas e filmes, digitalizar textos. Para a lei de direito autoral, a maioria da sociedade está errada. Para a sociedade, quem está errada é a lei.
O relatório da IP Watchlist cita a reforma da LDA brasileira como uma das primeiras a apontar "soluções reais para os consumidores que têm seus direitos de usuários obstruídos por proprietários de direitos autorais". Na época da confecção do relatório foi levada em consideração a nova orientação do Ministério da Cultura, que pretende mudar os rumos da reforma da LDA no Brasil?
Sim. Inclusive a ruptura com o projeto de política cultural desenvolvido pelo Ministério da Cultura durante os anos de 2002 a 2010 contou negativamente para a posição do Brasil. Houve um claro retrocesso. A Watchlist 2011 leva em conta aspectos técnicos da legislação, mas também o cenário político de cada país, com seus apontamentos de avanços ou retrocessos.
É preciso desmitificar os direitos autorais. Retirar a sua aura de direito absoluto, sacro, descolado da realidade do cidadão comum. O direito autoral está mais presente no dia-a-dia das pessoas do que elas imaginam
O recuo na reforma da LDA, a agenda internacional de recrudescimento autoral que cumpre o MinC e outras questões importantes, como a volta da Lei Azeredo (PL 84/99) - que prevê o corte da conexão da Internet de usuários suspeitos de infração aos direitos autorais - mostram um cenário desolador no Brasil. Isso certamente contou para o mau posicionamento do país no ranking.
Como pesquisador do Idec, o que pensa da afirmação da ministra Ana de Hollanda, para quem "direitos autorais são quase como direitos trabalhistas"?
A afirmação da Ministra faz relações confusas e equivocadas. A exemplo do que ocorreu quando disse que a licença Creative Commons é uma "propaganda" e que precisa de "licitação" para estar no site do MinC, sua afirmação mostra desconhecimento do assunto. Mais do que isso, mostra um completo descompasso com o Plano Nacional de Cultura, que agora é lei, e que prevê a reforma da lei de direito autoral para garantir o acesso pleno à cultura, previsto no art. 215, da Constituição. No limite, o que faz a Ministra, embaralhando-se em conceitos diversos e mostrando fragilidade na condução política do processo, é desrespeitar o Plano Nacional de Cultura.
Os direitos autorais têm a função de proteger as criações intelectuais, criar ferramentas para a remuneração dos autores e garantir o seu reconhecimento. Porém, ao mesmo tempo, ela serve de ponte para a efetivação de outros direitos diretamente relacionados ao acesso a essas obras protegidas, como dito, o direito à educação, à cultura, à informação, os direitos dos consumidores, até mesmo os direitos das pessoas com deficiência, que são 15% da população brasileira e que precisam ser resguardados também pela legislação autoral. Uma questão de dignidade humana. Há o caráter privado dos direitos autorais, mas há, de maneira complementar, o seu caráter público, de servir aos interesses e anseios legítimos da sociedade.
Como aproximar o debate de ideias acerca da Lei de Direito Autoral do dia a dia do usuário de bens culturais, para que ele participe desta discussão com mais subsídios e conhecimento?
É preciso desmitificar os direitos autorais. Retirar a sua aura de direito absoluto, sacro, descolado da realidade do cidadão comum. O direito autoral está mais presente no dia-a-dia das pessoas do que elas imaginam, muito por historicamente o debate acerca desse direito ficar restrito a poucos grupos. Um estudante universitário que precisa do xerox pra estudar, uma professora que exibe um filme na sala de aula do ensino fundamental para incrementar o ensino, o pagamento ao Ecad por uma festa de casamento. A compra do bilhete do cinema ou do show, o vídeo da sua banda preferida acessado no You Tube. Em todos esses e em mais uma infinidade de casos, estamos lidando com direitos autorais. Os cidadãos e cidadãs, consumidores e consumidoras precisam se dar conta disso.
Nas relações de consumo, é notória a presença da legislação autoral, na maioria dos casos, cerceando direitos dos consumidores. O consumidor não pode fazer uma cópia privada de um produto (CD, DVD, livro) que já adquiriu. Não tem direito de copiar um livro raro, que ele pesquisa para sua pesquisa científica, nem que esse livro não seja mais vendido por editora alguma. O consumidor não pode sequer passar sua música do CD para o Ipod, que está infringindo a lei de direito autoral. Condutas corriqueiras, legítimas para o acesso à cultura. E a lei proibindo-as. Uma situação cômica, se não fosse trágica.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/05/03/brasil-entra-em-ranking-dos-paises-com-piores-leis-de-direitos-autorais-do-mundo-especialista-diz-que-prejuizos-para-populacao-podem-ser-grandes-924377957.asp#coment#ixzz1LOsGhH5K 
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terça-feira, 3 de maio de 2011

Aberto o Edital de Intercâmbio do Programa Música Minas













A banda Eminence foi contemplada em edições anteriores do projeto
Estão abertas as inscrições para o Edital de Intercâmbio doPrograma Música Minas. O edital possibilita, através da concessão de passagens aéreas, a participação em eventos realizados em outras regiões do Brasil e no exterior. O apoio abrange artistas, produtores e demais agentes da cadeia da música, desde que sejam residentes em Minas Gerais.
Uma novidade em relação às duas edições anteriores é um prêmio por evento adicional realizado pelo artista em cada viagem, limitado a um número de até seis apresentações – uma por cidade. O objetivo é estimular os músicos a aproveitarem ao máximo a oportunidade de circulação por outros municípios, estados e países.
O projeto foi iniciado em 2009, através de uma parceria entre o Fórum da Música e a Secretaria de Estado de Cultura. Em seus dois primeiros anos (2009/2010) o programa aprovou um total de 55 propostas, beneficiando um número de 238 profissionais, com a realização de shows em diversas cidades brasileiras e em países como Alemanha, Portugal, Espanha, Japão, Nova Zelândia e México. Entre os artistas contemplados nas primeiras edições estão nomes como Berimbrown e Eminence.

O programa promoveu também a produção e distribuição de catálogos musicais em feiras nacionais e internacionais. Os resultados positivos e o ineditismo da proposta fizeram do Música Minas uma das principais ações em prol da música produzida no Estado, tornando-se um projeto modelo para outras regiões do país.
Inscrições:
Para se inscrever, a documentação exigida deve ser postada com AR, exclusivamente para o endereço: Rua Pernambuco, 353, sala 509, bairro Funcionários, CEP: 30130-150.
Informações:

Telefone (31) 3264-2336 (das 14h às 18h)

O Edital Completo está disponível aqui
Mais informações no site da Secretaria de Cultura

Matéria muito interessante sobre a influencia das mídias sociais no jornalismo hoje, baseada no caso da morte do Osama

Perto da meia-noite (horário de Brasília), o diretor de comunicação da Casa Branca, Daniel Pfeiffer, anunciou no Twitter: “POTUS (sigla para Presidente of the United States) fará um discurso à nação hoje às 10h30 PM Eastern Time”. A conta oficial de Barack Obama no Twitter confirmou o anúncio, com link para a transmissão oficial. A especulação sobre o conteúdo só aumentou conforme jornalistas, blogueiros e analistas de política começaram a discutir o teor de um discurso anunciado e preparado às pressas em uma noite de domingo. Quarenta minutos depois (segundocontagem do New York Times), a notícia começou a ganhar corpo: Keith Urbahn, chefe de pessoal do ex-secretário de defesa Donald Rumsfeld, afirmava, a partir do relato “de uma pessoa com reputação”, que o terrorista Osama bin Laden havia sido morto. “Coisa quente”, finalizou. Quentíssima.
Com um espaço de minutos (provavelmente o tempo que jornalistas e blogueiros levaram para confirmar a informação), a morte de bin Laden começou a ser reafirmada e replicada usando fontes anônimas dentro do governo. Trata-se de um quebra-cabeças onde as peças (nem todas genuínas) vão se encaixando em questão de minutos. Steve Brusk, da CNN, confirmou se tratar de um anúncio sobre segurança nacional. O conservador Talking Points Memo citou duas fontes anônimas para confirmar a informação que já circulava no Twitter. O liberal Huffington Postpreferiu se ater à confirmação da Associated Press.
Imediatamente, buscas referentes a bin Laden começaram a inundar buscadores. O gráfico do Google Trends mostra como o nome do terrorista foi o termo que mais cresceu assim que a primeira informação foi publicada. Tags como “osama” e “bin laden” sofreram o mesmo fenômeno no Twitter. No Google Maps, um usuário marcou a suposta mansão onde o terrorista foi morto. Em pouco mais de 14 horas, o vídeo do discurso de Obama no canal da Casa Branca no YouTube acumula mais de 770 mil exibições. Overbete da Wikipedia foi atualizado em tempo real (não sem a devida polêmica). Fez-se a peregrinação completa por todas as plataformas digitais que uma notícia do tipo exigia.
Logo após o burburinho no Twitter e da mídia online, veículos tradicionais foram atrás da notícia. O New York Times foi o primeiro jornal de relevância a confirmar a informação. Segundo o próprio jornal, CNN, NBC, ABC e CBS (ah, o gosto americano pelas letrinhas…) interromperam suas programações para colocarem jornalistas ao vivo comentando o iminente anúncio de Obama. Entre entrevistas com analistas de política ou ex-membros do governo, confirmações e outros detalhes apurados pelos jornalistas eram anunciados. O discurso de Obama ainda atrasaria uma hora em relação ao horário original.
No Brasil, tanto canais de TV como portais demoraram ainda mais para dar a notícia. O Terra foi o primeiro, citando a CNN. Logo depois vieram UOL e Globo.com (que, como acontece em momentos de relevância jornalística, abriu online o sinal do canal Globo News). Enquanto a TV aberta deixou a notícia de lado por mais tempo, os canais de notícias(Record News e Band News, além do já citado Globo News) adotaram postura semelhante aos seus equivalentes americanos, replicando informações e reproduzindo o sinal do noticiário nos Estados Unidos.
O furor online envolvendo a morte de bin Laden, nove anos depois dos ataque de 11 de setembro, é um belo exemplo da profunda mudança pela qual o ciclo de notícias passou com a ascensão das plataformas de comunicação facilmente acessíveis. O gráfico acima, montado pela agência de comunicação Burson Marsteller, ilustra bem como o processo pelo qual um fato vira notícia mudou: como testemunhas e insiders podem publicar informações diretamente, sem a necessidade de intermediários, um novo estágio neste ciclo se instaura, um estágio passado quase que na sua totalidade no Twitter. Informações extremamente relevantes ganham espaço nesta nova dinâmica de criação e distribuição de notícias. No pico, foram mais de 5 mil por segundo sobre o fato ontem, segundo dados oficiais do Twitter. Levado nos ombros por outros usuários, o de Urbahn está, definitivamente, no topo.
Jornalistas de veículos sempre tiveram visibilidade a partir do momento que informações quentes apuradas iam diretamente para as páginas de jornais e revistas ou para os templates dos sites. Alimentada pela credibilidade de um ex-assessor do governo, a notícia aventada por Urbahn se alastrou. É o chamado “capital social”, valor difícil de ser mensurado que as conexões formadas ao redor de Urbahn (ou de qualquer indivíduo) representam.
Foi o que o blog Business Insider chamou de “momento CNN do Twitter“. O canal de notícia ganhou projeção nos Estados Unidos em 1990, quando fez a cobertura mais profunda sobre a Guerra do Golfo. A plataforma de microblog em si não tem méritos jornalísticos (a ferramenta é o que a gente faz dela), mas colhe os louros por dar a gente como Urbahn a capacidade de fazer com que a imprensa inteira corra na direção apontada.

Porão do Rock abriu inscrições para bandas!

Só acessar
http://poraodorock.com.br/inscricao/view.php?id=1

Olha a responsabilidade social da criança

Oha como temos responsabilidade social desde criança, rs.
Esse texto foi escrito pela pessoa que vos escreve fez para um acompanhamento psicológico que a escola o indicou após uma sucessão de fatos anormais para uma criança de 9 anos, segundo a escola.

Xyku

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Em carta à presidenta Dilma, movimento social da cultura demonstra maturidade


Uma das conquistas dos 8 anos de governo Lula na cultura foi o de garantir a participação popular nos rumos do setor no país.
O resultado disso é que uma imensa rede de artistas, produtores, fomentadores, empreendedores e gente ligada às mais diferentes experiências na área cultural passou a se conhecer, debater e construir juntos processos e projetos.
Essa herança bendita do governo Lula é a mais difícil de ser derrotada por qualquer projeto personalista e que negue os avanços de 2003 a 2010 no setor cultural.
E é esse movimento que tem buscado desde os primeiros dias do ano dialogar com a atual equipe que assumiu o MinC acerca de iniciativas que considera inadequadas para um governo que ganhou as eleições com uma agenda progressista e popular no debate cultural.
A carta aberta à presidenta Dilma assinada tanto pela Revista Fórum, como por este blogueiro, tem por objetivo pontuar melhor nossas preocupações e demandas.
É mais um passo no sentido de construir um processo menos centralizado e mais participativo da atual gestão do MinC com esse novo movimento social da cultura que hoje representa uma boa parte das pessoas que atuam no setor.
Nunca é demais dizer que em todas as entrevistas a ministra ao invés de abrir portas para o diálogo com esse movimento busca descaracterizá-lo e torná-lo um inimigo de suas ações.
Política é a arte de somar, não de dividir. Essa carta também é um alerta à presidenta neste sentido. A atual gestão do MinC tem mais dividido do que somado, infelizmente.

Ecad admite possibilidade de nova fraude

RIO E BELO HORIZONTE - Uma família brasileira de sobrenome Silva, composta por pai, mãe e dois filhos menores de idade, pode estar por trás da segunda fraude a abalar o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) em menos de uma semana.
De acordo com o Ecadnet, sistema de busca que o escritório responsável pelo recolhimento e pagamento dos direitos autorais de todos os músicos do país mantém na internet, Marco Aurelio da Silva, Laurinda Nascimento Vieira Silva e seus dois filhos seriam mais prolíferos do que Chico Buarque. Só Marco Aurelio, o patriarca da família, tem registradas em seu nome 629 obras, frente às 468 do irmão da ministra da Cultura, Ana de Hollanda.
Entre as composições que caem na conta dos Silva, todos cadastrados como artistas pela Sociedade Brasileira de Administração e Proteção dos Direitos Intelectuais (Socinpro), há vários homônimos de hits nacionais. Entre eles: "Coisas que eu sei", de Dudu Falcão - uma das cinco músicas mais tocadas em 2009 na voz de Danni Carlos -, "Tá perdoado", de Arlindo Cruz, e "Chora me liga", da dupla sertaneja João Bosco e Vinícius.
Os Silva não têm o costume de informar o intérprete de suas produções e parecem trabalhar nos mais diversos estilos musicais. Na lei brasileira, não há nada que impeça que duas composições tenham o mesmo título. Mesmo assim, o Ecad decidiu submeter toda a família a uma auditoria interna. O processo começou no ano passado.
Procurado pelo GLOBO, o Ecad informou, por sua assessoria de imprensa, que entre janeiro de 2010 e abril deste ano os Silva receberam R$ 1.700 pela reprodução de todas as suas supostas composições. A reportagem, porém, obteve documentos que comprovam que o ganho deles com apenas quatro canções entre janeiro de 2005 e dezembro de 2010 beira os R$ 4 mil. Só por "Festa no apê", obra homônima ao sucesso do cantor Latino, os Silva, que detêm 75% dos direitos (o detentor dos outros 25%, também desconhecido, não pertence à família), embolsaram R$ 2.207 em cinco anos.
De acordo com o Ecad, "com a colaboração de produtores de shows, a família Silva relacionava obras da autoria deles entre os roteiros de shows pelo Brasil".
- Se a falha no registro de obras permite que qualquer pessoa informe o compositor errado ao Ecad, então, existem muito mais famílias Silva do que se sabe - diz, irritado, Dudu Falcão.
Se a falha no registro de obras permite que qualquer pessoa informe o compositor errado ao Ecad, então, existem muito mais famílias Silva do que se sabe
Apesar da nota do Ecad, Jorge Costa, presidente da Socinpro, diz desconhecer qualquer investigação sobre os Silva.
Na última segunda-feira, O GLOBO denunciou o pagamento de R$ 127,8 mil ao falso compositor Milton Coitinho dos Santos. Cadastrado no sistema do Ecad pela União Brasileira de Compositores (UBC) - outra associação de artistas -, ele listou como sendo suas várias trilhas de filmes brasileiros, algumas conhecidas por outros autores. Após a denúncia, o Ecad congelou os pagamentos que lhe seriam feitos e informou que moveria um processo contra ele.
A reportagem, que já estava atrás dos Silva há dois meses, tentou localizar Coitinho ao longo da semana. Todos os dados que constam nas fichas cadastrais de ambos não levam a lugar algum. O e-mail que os Silva forneceram à Socinpro retorna com uma mensagem de erro. O telefone da família dá ocupado. Trata-se de um número em Belo Horizonte, mesma cidade onde Coitinho fez o seu registro. Já na ficha submetida por Coitinho à UBC, o número de identidade tem dois dígitos a mais do que o normal e o endereço e telefone "para correspondência" correspondem ao cassino Palms Place, em Las Vegas. Lá, ninguém nunca ouviu falar do brasileiro.
A data de nascimento de Coitinho também é falsa. Segundo um sistema de informações que reúne dados de segurança pública de todos os órgãos de fiscalização do Brasil, o CPF de Coitinho está ativo, mas atrelado a alguém que nasceu em 1964 e não em 1940, como registrou a UBC. Supõe-se que o fraudador tenha optado por envelhecer como forma de justificar a autoria de trilhas sonoras produzidas em sua infância.
O mesmo sistema de segurança revela que Coitinho reside ou residiu em Bagé, no Rio Grande do Sul, e trabalhou numa distribuidora de cervejas. Contatado pelo GLOBO, o departamento de recursos humanos da Cargnelutti & Cia. Ltda. disse que um homem com CPF idêntico ao do registrado na UBC prestou serviços à empresa entre 2001 e 2008. Sem especificar o cargo, acrescentou que ele atuou em Santana do Livramento (RS).
Coitinho também foi dono de uma padaria em Bagé, mas o escritório de contabilidade que geria a sua conta diz que ele não aparece lá há anos. Os documentos relativos ao negócio já estão no arquivo morto da empresa.
Segundo consta, Coitinho recebia seus direitos autorais através da procuradora Bárbara de Mello Moreira, uma jovem que mora com a mãe e o irmão num condomínio no Pechincha, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A procuração, datada de 28 de maio de 2010, era falsa.
O carimbo que está acima é uma falsificação do selo da Secretaria de Estado Americano, que deveria reconhecer o carimbo do meu cartório
- Esse documento é uma fraude - informa Bobbie G. Bell, tabelião do Notary on Wheels, cartório da Flórida cujo selo aparece estampado no documento. - Além disso, o carimbo que está acima (na mesma página) é uma falsificação do selo da Secretaria de Estado Americano, que deveria reconhecer o carimbo do meu cartório.
Bárbara não respondeu aos pedidos de entrevista para esclarecer o destino final dos R$ 127,8 mil debitados em sua conta no banco Itaú. Seus vizinhos dão conta de que ela é universitária e não está trabalhando.
Fácil de registrar
Sexta-feira, na filial mineira da UBC, o correspondente do GLOBO em Belo Horizonte comprovou que é simples o caminho para se declarar autor de uma música. Bastava preencher um formulário padrão, informando o nome da composição a ser cadastrada, e anexar um papel com a letra impressa, numa autodeclaração. As atendentes daquela tarde acrescentaram ainda que a documentação poderia ser encaminhada ao escritório pelos Correios e que não seria indispensável a apresentação de uma cópia gravada da obra nem do encarte do suposto CD. A reportagem só não finalizou o registro de uma música homônima escolhida aleatoriamente porque não apresentou à associação de artistas um comprovante de residência. A medida foi proposital.
- Nosso procedimento padrão, que segue as determinações da Convenção de Berna de 1886, valoriza o autor. Só se for provado o contrário (do registrado) é que se desconfia - defende Marisa Gandelman, diretora executiva da UBC. - Funciona assim no mundo todo. É como um livro. Ninguém desconfia da autoria dele.
Descontente com a repercussão do caso Coitinho, Marisa diz que vai investigar até o fim:
- Eu quero punir, tirar do meio de nós os fraudadores, estejam eles dentro ou fora do sistema. Não quero que essa história acabe em pizza.
Reportagem alterada a pedido de Laurinda Nascimento Vieira Silva, para retirada do nome de menores do texto


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/30/ecad-admite-possibilidade-de-nova-fraude-924355396.asp#ixzz1LFYFqL00 
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Que se foda o EUA e seus Bin Ladens


Ontem estava vendo Globo News e um pesquisador sobre terrorismo/guerra/politica falando que os EUA só havia feito manifestações em ritmo de festa como aquela na primeira guerra e outras guerras, mas em proporção menor.
                O que me deixa puto mesmo é quando o povo mete a lenha no futebol e seus investimentos, mas o Brasil já fez cinco manifestações mais bonitas que aquela sem precisar matar ninguém.
                Então eu quero mais é que se foda essas guerras e suas noticias, eu quero é a taça da copa.
*to falando de futebol no blog porque todas as pessoas que fizeram parte diretamente do coletivo torciam para algum time (maioria sempre foi galo \o/, mas...) e os que apoiam grande parte torce. Então tomei a liberdade de falar
** confesso que nem prestei muito atenção na noticia e sim nas coxas de uma loira que deve ser líder de torcida pela maneira que ela subia e descia dos ombros de um cara ou equilibrava nas mãos dele de uma maneira que gezuiz.
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domingo, 1 de maio de 2011

“Lira, seus desejos eminentes por fim cessam nas frestas de um fio do teu cabelo”

Loucura é o aguçar dos defeitos.
“Lança os suspiros que permeiam teus lábios e arrisque um telefonema”,  foi o que me disse a voz que ainda ama. Chances ultrapassadas na luxúria de meus dedos que agora cantarolam cantigas implícitas sobre as teclas do escarro. Oh, eles dançam! E como dançam nas manhãs em que o sol, solta raios de nostalgias e te faz louco como o Diabo. É quem vos fala. Quem contamina o inimigo com a tua raça de cor caudalosa e ar trêmulo. É as manhas e a sua dose moderada do prazer que deveria ser constante, infinito. É o que tento alcançar nesse amontoado de sentimentos esquecidos – deveras tem mais mérito do que lhe é permitido – e consumidos por gente de classe. Classe penosa, da que conhece o subúrbio do Inferno: onde Satanás pede Salvação para as almas.
“Reprima, alma aflita!”,  a mesma voz, num consulado de críticos d’alma Artística. Criminalizam a voz vulgar, sabes bem que teu degredo vale menos que qualquer livro que encontrar pelo ambiente. Julgam mas não são julgados. “Há almas que vagam apenas por vagar, meus senhores…”, impõe a voz de quem pinta guache, “Vamos ao caos” , as vozes vassalas ao seu redor ecoaram sussurros por entre ouvidos que julgam eu não ter. E você nada ouve. Ali houve um lapso sobre qualquer sentimento a fim de aguçar. O bastante que afogou junto às minhas lágrimas. Onde você tentou afogar o meu descaso – típico caso de anteriores perdas de contato – e tornou ódio o que era ébrio. E a fadiga de você aumenta, mas de você não paro. É o que acontece com quem ama a loucura, e oferece prazer a loucura, e dorme com a loucura, e perde a virgindade pra loucura, e a loucura torna o Seu primeiro amor.
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Nascido em Ipatinga, Minas Gerais, Diogo Henrique é um parceiro do coletivo que esta puxando o núcleo de poética do coletivo, dentro do M.A.N.U..  O poeta Diogo Henriqueatreveu em colocar seu verbo em retina alheia aos seus Dezesseis anos. Nessa mesma época, escreveu  seu primeiro coletivo de poemas chamado 'Resquícios De mim', do qual participou em 2008 do Primeiro Prêmio Minas Gerais de Literatura, na categoria Poesia, galgando longe mas não o suficiente. Esteve trabalhando no seu segundo livro - nenhum ainda publicados - até o fim de 2010, intitulando-o 'Ventos Idiotas (Ou Uma Ópera Obscena'. 

Além da poesia, também está envolvido com outras mídias, seja compondo trilhas sonoras - o músico - ou traduzindo tentos científicos e literários, ou ilustrando nas horas vagas.