quinta-feira, 8 de setembro de 2011

1+1=muitos

Balido 2011, o que falar? Muito, mas vai faltar muito ainda para falar, mas vamos falar dos trabalhos locais.

Começamos na quarta oficialmente a programação do FESTIVAL BALIDO DE ARTES INDEPENDENTES 2011, lá tivemos o primeiro contato profissional com o Vitor (Japonês) que já havia ido à primeira edição do Festival. A partir deste momento ele se colocou disposto a ajudar a equipe do FEM (Fora do Eixo Minas/Pé-de-cabra) e ficou definido que ele ficaria na instrumentoteca sendo nosso anjo da guarda, pois ate eletricista ele foi.

Na quarta também fizemos transmissão ao vivo da webradio Fora Do Eixo direto do Sucata onde tocou musicas de todas as bandas que se apresentaram no Festival e ocorreu tambem uma entrevista com o Murilão dos BreckandDeckers.

Na quinta tivemos o inicio das oficinas, onde tivemos 18 presentes, sendo que 11 atuaram diretamente e de forma fundamental na divulgação do evento e captação de material para acervo audiovisual do Coletivo/Circuito/Festival/Bandas.

Na sexta o pessoal da oficina continua com força total junto a um debate com o MUCC (Músicos Convocados de Córdoba), do qual fomos convidados por Fernadinho presidente do D.A. da FADIPA para realizar este debate no auditório da Faculdade. De lá fomos para um bar ter nossa primeira interação boêmica junto com os músicos do Malaquerencia (ARG), Fernandinho, alunos da oficina e publico do debate. E os hermanos deram uma palhinha do show no bar.

No sábado começou as apresentações artísticas do Festival, onde tivemos inicio com o Congado João Paulo 1º de forma muito bonita e fazendo muitas pessoas conheceram o nosso tambor, o tambor mineiro e saber que não é só Pernambuco/maracatu que é musica orgânica. Ainda tivemos show do The Mary Go Round que mostrou que possível fazer musica experimental e pesada. Para fechar a noite tivemos Gustão & Os BreckandDeckers mostrando seu melhor show e como sempre com participação do publico.

Ainda no sábado tivemos o inicio do Varal da Arte e a intervenção de grafite do Dodo.

Já no domingo tudo estava mais bonito e um certo ar de nervosismo pois parecia que nosso mundo iria acabar ali, pois tudo andava muito perfeito. No domingo queria dar destaque ao show do Cigarro Picado que entrou na programação após o Suíte Para Orixás ter datas esbarando na agenda e não poderem vir. Mas para nos foi mais uma vitória, na verdade uma grande vitória.

Já que é uma banda consagrada da região e conhecida por covers, mas desde o Forum Mineiro de Musica em junho vem dialogando com a gente. E segundo o Fred 'acompanhou todo o processo criativo da banda pela internet onde a banda postava que estava fazendo musicas para o Festival e que as musicas da banda não perdiam nada para as covers que eles faziam de Led, Beatles, Doors e ... Fred também falou que não entendia porque não faziam mais shows autorais.

No domingo também tivemos shows de Candeeiro Encantando que com a apresentação no Balido passado mostrou seu trabalho para o mundo através da cobertura colaborativa e o reconhecimento/repercussão da qualidade fez com que emplacassem no Musica Minas, primeiro show acontece neste domingo no Festival Marreco (Patos de Minas). Teve também Eternal Hope que rendeu muito no almoço na segunda com o pessoal do Dibigode elogiando a banda e sua performasse de palco.

Mas o que foi mais bonito foi ver a consolidação do Balido em menos de um ano de um para o outro, ou seja na sua segunda edição. E através dele as pessoas entenderem o que é uma ação coletiva, a partir dai o coletivo não é mais o Xyku/Petrônio e volta a ser coletivo.

E vamo que vamo balindo pelo mundo. 

Texto: Francisco Petrônio

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Forgotten Boys


E assim terminou o Festival Balido 2011, com o que todos costumam chamar de "chave de ouro". O Forgotten Boys encerrou a noite no mais belo estilo rock'n roll. A banda paulistana criada nos anos 90 permanece até os dias atuais como referência de rock brasileiro e se apresentou pela primeira vez em Ipatinga.

Em entrevista à equipe de comunicação do festival balido, Gustavo Riviera, vocalista do grupo, elogia o público ipatinguense e a iniciativa do festival. Gustavo ainda completa afirmando que hoje em dia tem-se mais espaço para a música independente do que quando eles começaram e finaliza incentivando novas bandas a, caso acreditem naquilo que fazem, seguirem e pegarem carona nessa nova cena que está surgindo.

Texto e foto por Orlando Junior

domingo, 4 de setembro de 2011

Malequerência


Pois bem gente, acabei de entrevistar o vocalista da banda, Emiliano, que falou bonito o portunhol, relatando a importância do circuito fora do eixo,agora na Argentina,afirmando que entraram na onda agarrando todas as oportunidades. Mas antes disso arrasou cantando em espanhol deixando a galera alvoroçada. O publico curtiu pra caramba tambem o rapper que fez uma participação especial no show e animou ainda mais a platéia. Primeira vez que vieram tocar no Brasil, e nos deixaram com gostinho de quero mais.

Texto: Luana Kelem
Foto: Luiza Guedes

Dibigode

Duas baterias, duas guitarras, um baixo e um multi instrumental que agrega teclado, pau de chuva, acordeon, trompete, sax e outros sopros. Revezando por todos esses instrumentos e com inserções de violino e até mesmo escaleta, a banda Dibigode apresenta seu refinado repertório instrumental que transita do jazz ao rock, passando pelo samba e maracatu com insinuadas doses de experimentalismo.


Já era noite quando o Parque Ipanema, em Ipatinga, foi tomado pelo ritmo contagiante dos garotos de Belo Horizonte que, dando significado ao nome da banda, fazem música “de bobeira” mas com uma destreza indiscutível. Um grupo de amigos que, em 2007, decidiu fazer música trouxe ao palco do Festival Balido o artista plástico Patrick que desenvolveu, durante o show do Dibigode um painel em grafitte, agregando mais um elemento a essa “ ulticulturalizada” banda. Sobre o processo de criação durante o espetáculo, Patrick afirma ser levado pela sinestesia que a música e a arte lhe provocam. 


A ideia de aderir referências de diversificadas vertentes da música e da arte faz do Dibigode um excelente representante do que está sendo o Festival Balido em Ipatinga. Do punk rock à música produzida por nossos hermanos argentinos, o festival abraça a diversidade e promove a democratização da música independente.

Por Orlando Júnior
Fotos: Luiza Guedes

O que o público está falando?

Eu entrevistei algumas pessoas do publico e pedi a opinião do público sobre o festival, a iniciativa e sobre o que eles achavam de tudo o que ta rolando aqui hoje:



JONATHAN - 19: Tô gostando muito do festival, achei maneira a iniciativa do pessoal de ter tido a ideia e de só ter trazido bandas fodas. Eu só acho que deveria ter mais festivais assim e mais divulgação também.

ROBSON - 21: Gosto muito de rock e acho que tem muito pouca coisa parecida com esse festival por aqui. A galera tinha que ter mais espaço pra curtir rock aqui em Ipatinga.

WASHINGTON - 17: Tá tudo muito massa aqui, pena que é o último dia. tô curtindo pra caralho!

MARCOS VINICIUS - 22: Eu não curto muito rock mas vim prestigiar o evento e tô curtindo muito. Muito boa a iniciativa do Pé de Cabra. Parabéns.

KAIQUE - 18: Vim só hoje porque nao sabia do festival. Tinha que ter muita divulgação tipo em radio, televisão e essas coisas. A galera ta precisando de mais rock aqui em Ipatinga.

CARLA MARCIA - 17: Estou gostando muito de todas as bandas. Algumas eu já tinha ouvido falar e outras não, mas está tudo do caralho aqui. Parabéns a produção do evento.

RANIEL - 23: Vim nos dois dias curtir o rock, e hoje trouxe uma galera maior do que a de ontem pra curtir comigo. To achando tudo muito foda. Quantos mais destes vierem pra Ipatinga mais o povo vai curtir.

ANDERSON - 26: Esta tudo do caralho mano. To curtindo tudo. Muito pauleira.

MARIANA - 22: A iniciativa foi muito boa, mas achei que teve muito pouca divugacao. To ligando pra uma galera chegar ai e curtir tambem.

MAXWELL - 20: Esta tudo muito foda. O pessoal da produção está de parabéns.

NEWTON - 17: Cheguei aqui agora, um amigo que me falou do festival, ta tudo muito foda, Se soubesse antes teria vindo nos dois dias.

MARIA PAULA - 29: Gostei muito do Festival Balido. Vim ontem e hoje e se tivesse mais viria amanhã também porque gostei pra caralho. Todas as bandas e a produção estão de parabéns pelo evento.

JOAO LUIS - 28: Estou satisfeitissimo com o som. Esta tudo perfeito. Cada banda com sua carga de rock individual fazendo todo mundo curtir. Quando vier o próximo eu já estarei na arquibancada sentado esperando pra não perder nem um segundo.

Entao voce que esta ai em casa, vendo faustao e checando de cinco em cinco minutos as atualizacoes do twitter, facebbok, orkut e afins... Deixa de besteira e corre por Parque Ipanema. Vem dar pra sua veia cultural o elixir de vida que ela tanto precisa.

Por Mel de Faria

Galanga



No início nos surpreende o rosto pintado e a saia vestida pelo vocalista. Na hora nos enchergamos Ney Matogrosso à nossa frente. Pouco tempo depois vimos que o show nao pára por aí. O rock progressivo misturado a ritmos brasileiros como samba e maracatu, marcante na apresentação da Galanga, nos transportam a uma atmosfera dançante e pouco comum do que se viu até agora quando a palavra é gênero. Sem dúvida, uma das melhores apresentações da noite, que dá espaço à poesia contemporânea brasileira e ao ritmo de compositores como Tom Zé.

Filmando sua própria aparição, o vocalista Juliano Mendes deu entrevista ao Coletivo Pé de Cabra, falando de suas influências, da importância de festivais como o Circuito Mineiro de Festivais e da recepção do público ipatinguense, já que essa foi a terceira apresentação do grupo na cidade. Ainda com a máscara que usa durante o show pendurada ao pescoço, Juliano se diz muito grato ao espaço que festivais como este dão às bandas autorais e a importância deste movimento para a nova música brasileira. 

Texto: Orlando Júnior
Fotos: Luiza Guedes

Eternal Hope


É dificil saber por onde começar; foi realmente espetacular a banda de agora. Eternal Hope é uma das bandas vencedoras do tradicional 'Jovens Bandas' do Vale do Aço, são ídolos da classe jovem de Ipatinga e estão sempre curtindo cada oportunidade que recebem para tocar e cantar. Entrevistando a banda agora, já que desde ontem nenhuma atração havia chamado tanta atenção dos participantes do evento como chamou a Eternal Hope, os dois vocalistas da banda se mostraram bastante satisfeitos e surpeendidos com a energia que conseguiram despertar do público. E o Balido 2011, como uma nova oportunidade pra eles, um evento aberto que acaba sendo como um verdadeiro incentivo sempre, foi uma importante atuação da banda, cujo estilo musial é tão bacana e diferente. Esperamos que a alegria dos jovens continue presente até o final do Festival.

Não pára de chegar mais pessoas e o sucesso já é garantido para a conclusão do Balido, um sucesso tanto para ontem e hoje quanto para os coletivos Pé de Cabra e Fora do Eixo.

Texto: Noélia Bomfim

Candeeiro Encantado


E aí galera, boa tarde a todos que estão acompanhando o andamento do Festival Balido 2011! Então, acabei de entrevistar o Caio Nabuco, guitarrista e vocalista da banda Candeeiro Encantado, que se apresentou hoje no evento. A galera adorou a apresentação da banda que reúne influências da vanguarda da MPB, como o tropicalismo. A turma do Candeeiro foi selecionada para participar do Circuito Mineiro de Festivais e se sente militante da música alternativa na região do Vale do Aço cuja influência do sertanejo universitário é notável. O show foi incrível, carregado de poesia e da música bem elaborada da “banda encantadora”.

Texto: Juliana Furtado
Foto: Luiza Guedes

Cigarro Picado


Galera !!! acabou de rolar um puta show com a banda Cigarro Picado, bem conhecida aqui no Vale do Aço.

Os caras são conhecidos pelos cover de bandas como Led Zeppelin, The Doors, The Beatles, Jethro Tull, Jimi Hendrix, Deep Purple.

O festival é uma oportunidade para as bandas mostrarem o seu trabalho, e hoje eles fizeram um som muito massa com um excelente repertório de músicas próprias .

Texto: Hofner Moraes

sábado, 3 de setembro de 2011

Gustão e os Brecker and Deckers

 
A noite de sabado terminou com chave de ouro, Gustão e os Brecker and Deckers executaram seu Drunk Rock'n Roll propocionando grande diversão para a galera em função de suas letras polemicas e engraçadas, acompanhado de um blues/rock bem relaxante. Para banda cujo alguns dos membros raspam os cabelos do peito antes de tocar, parabéns pelo grande show e mais golãããããão!!!!!!

Texto: Rodolfo Alvim
Foto: Luiza Guedes